UOL

terça-feira, 26 de julho de 2011

Planta aquática flutuante ninféia

Ninféia - nynphaea

Nome Técnico:
Nymphaea caerulea Savigny
Nomes Populares :
Ninfeia
Família :
Família Nymphaeaceae
Origem:
 Originária da África do Sul

Descrição:

 close de alface d'água

Planta herbácea perene, aquática semi-flutuante, com folhas arredondadas com recorte na base, verdes, coriáceas e brilhantes que ficam na superfície do espelho d’ água e os pecíolos permanecem submersos.
As flores são vistosas de cor rosada e surgem durante o final da primavera até o verão.
Em regiões frias as folhas costumam desaparecer no inverno.
Pode ser cultivada com sucesso em todas as regiões do país, especialmente nas regiões de maior calor.
  
Modo de cultivo :

Uma parte desta planta costuma ficar no lodo do fundo do lago, assim que os laguinhos devem ter uma profundidade em torno de 50 a 70 cm.
A propagação é feita por divisão dos tubérculos que podem ser cortados e colocados para reprodução em recipientes com água e areia.
As flores produzem frutos muito ornamentais cujas sementes por vezes são viáveis, podendo ser reproduzidas também por este meio.
  
Paisagismo:

É uma das plantas aquáticas mais bonitas que existem.
Algumas plantas parecidas com ela são a ninféia branca (Nymphaea alba), o lótus (Nelumbo nucifera) de flores belíssimas e folhas acima da linha d’ água, e a nossa vitória-régia (Victoria amazonica), nativa da Amazônia, com suas flores grandes na cor rosa e suas folhas enormes e deslumbrantes.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O poder das plantas

Utilizadas na fabricação de remédios naturais e com maior número de adeptos, as plantas continuam em alta na crendice popular

A utilização das plantas como medicamento, provavelmente seja tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem. No Brasil, existem vários locais onde são cultivadas plantas, como a camomila, menta e calêndula, que são transformadas em remédios naturais e florais para ajudar pessoas que tenham algum tipo de doença e que acreditam no poder da medicina alternativa. A utilização das plantas medicinais vem crescendo juntamente com a fitoterapia e a cromoterapia, auxiliando a vida de muitas pessoas.

Por acreditar nestas crenças, Gilmar Donizete Elias, estudante de Farmácia da Universidade de Uberaba, se interessou em cultivar espécies de plantas e ervas medicinais numa fazenda em Peirópolis, bairro rural de Uberaba. Neste projeto, ele recebe o apoio da Secretária da Saúde de Uberaba, de universidades e de pesquisadores.
"A evolução da arte de curar possui numerosas etapas, porém torna-se difícil delimitá-las com exatidão, já que a Medicina esteve por muito tempo associada às práticas mágicas, místicas e ritualísticas. A preocupação com a cura de doenças, ao longo da história da humanidade, sempre se fez presente. Sabemos que os alquimistas, na tentativa de descobrir o elixir da vida eterna, contribuíram em muito para a produção de medicamentos", afirma Gilmar.

As plantas, pelas suas propriedades terapêuticas ou tóxicas, adquiriram fundamental importância na medicina popular. A flora brasileira é riquíssima em exemplares que podem ser utilizados pela população como remédio, muitas ainda não catalogadas. Segundo dados de uma pesquisa feita pela Usp, apenas 1% da nossa flora foi explorada em seu âmbito medicinal e muitas dessas espécies estão desaparecendo por causa do desmatamento.
Uma fazenda com uma imensa área de plantas e flores variadas, distribuídas ao lado de um lago. As plantas ficam em estufas e ao ar livre, transformando o local num grande jardim florido. Após a colheita são transformadas em remédios naturais e produzem substâncias responsáveis por uma ação farmacológica ou terapêutica, os princípios ativos. Este é o lugar em que Gilmar Elias trabalha. O estudante trabalha também com fitoterapia e cromoterapia, tipos de terapias alternativas.
A palavra fitoterapia foi criada para designar tradições populares de tratamento, nas quais as plantas medicinais são usadas. O uso terapêutico dessas espécies ficou restrito à abordagem leiga desde o salto tecnológico da indústria farmacêutica, ocorrido nas décadas de 50 e 60. É um tratamento das doenças e de alterações orgânicas, por meio de drogas vegetais secas ou recém colhidas e seus extratos.
O conhecimento das propriedades medicinais das plantas, dos minerais e de certos produtos de origem animal é uma das maiores riquezas da cultura indígena, uma sabedoria tradicional que passa de geração em geração. Vivendo em permanente contato com a natureza, os índios e outros povos da floresta estão habituados a estabelecer relações de semelhança entre as características de certas substâncias naturais e seu próprio corpo.

O índio tem um profundo conhecimento da flora medicinal e dela retira os mais variados remédios. As práticas curativas destas tribos estão relacionadas com a maneira com que percebem as doenças e suas causas. Tanto as medidas curativas como as preventivas são realizadas pelo pajé com rituais carregados de elementos místicos.

Já a cromoterapia e aromoterapia trabalham com a cor e o gosto, respectivamente, levando as pessoas a escolherem a sua cor preferida para produzir os florais e remédios. Do trabalho terapêutico vão surgindo arranjos florais para uso oral e terapêutico. É através da cromoterapia que são trabalhadas as tristezas e depressões. "As cores influenciam na cromoterapia e cada planta tem a sua função".

O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial faz uso de algum tipo de planta na busca de alívio de algum sintoma doloroso ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PLANTAS RARAS



  
Amherstia nobilis           Azadirachta indica               (Neem)
             Bauhinia spp              (amarela e outras)
Brownea grandicepsCocoloba pubescensIris siberica
             Kigelia pinatta             (Árvore-salsicha)Medinilla magnifica           Musa variegata           (Bananeira variegada)
 
          Myrciaria spp            (jaboticabeira branca)Passiflora quadrangularis(Maracujá-açú)Philodendron spp.
      Platycerium bifurcatum  (Chifre-de-veado)Rhapis excelsa variegata        Wisteria sinensis       (Glicínia)

ORQUÍDEAS



 Arundina bambusifolia
Bulbophyllum plumosum 
Catasetum pileatum
Cattleya labiata
Cirrhaea longiracemosa 
Cymbidium x hybridum
Dendrobium nobile 
Epidendrum densiflorum 
 Laelia lobata
Leptotes bicolor
Maxillaria tenuifolia
Oncidium varicosum
Phaius grandifolius
Phalaenopsis x hybridus
Rodriguezia venusta
Spathoglottis plicata
Stanhopea graveolens
 Vanda lamellata

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sacaca nos ensina o poder das plantas que curam



Arquivo do Museu Sacaca/ Todos os direitos reservados
O mestre Sacaca em contato com as plantas
Alguns grupos tradicionais da Amazônia acreditam que certas doenças nada mais são do que distúrbios causados por atitudes que desagradam entidades do plano Espiritual. Estas crenças recebem nomes como xamanismo e pajelança, que não devem ser confundidas com outras atividades que também fazem o uso de plantas medicinais (fitoterápicos) como a puçangaria. A diferença é que estes não têm o cunho religioso e sim medicinal, sendo que o mesmo é baseado no conhecimento empírico. E é sobre este que vou contar lhes uma história de um mestre no assunto.

Raimundo dos Santos Souza nasceu em 21 de agosto de 1926 aqui em Macapá - na época a cidade ainda fazia parte do Estado do Pará. Já na sua infância ele teve os primeiros contatos com pesquisadores estrangeiros que passavam temporadas aqui. Sempre fazendo o trabalho auxiliar. Também andava no mato para tirar madeira com seu pai e foi neste período que teve os primeiros contatos com as plantas. Menino inteligente e curioso, por isso recebeu o apelido de "Sacaca", que quer dizer "um grande conhecedor da floresta".

Com o tempo seu conhecimento sobre as plantas foi aumentando. Dotado de uma memória invejável foi construindo sua fama de forma empírica. Nunca freqüentou uma academia ou curso superior de biologia, mas deixou três obras que falam, de A a Z a respeito das plantas que curam. Negro, morador do Bairro do Laguinho, um dos mais tradicionais de Macapá pelas suas raízes afro. Logo ficou famoso em toda a cidade pelos bons resultados alcançados através de suas ervas e garrafadas (mistura de várias plantas). A população o procurava para a cura de diversas doenças. Uma antiga moradora, Dona Duce Carmen, nos dá um bom exemplo disso em seu relato.

"Eu tinha uma dor nos rins que tinha anos e anos. Procurei três doutor e os remédios que eles passavam não deram resultado. Foi aí que a dona de uma baiúca do canto de casa disse pra mim ir lá com o Sacaca. Cheguei lá, ele tava sentado num banco na frente da casa dele sem camisa e brincando com uns meninos. Eu primeiro fiquei meio assim, três doutor não deram jeito, como aquele sinhô ia dar? Mas eu falei com ele e ele me recomendou o chá de Quebra-pedra. Fui meio desanimada pra casa, mas comecei a tomar o chá. Um mês depois eu já tava boa. (...). Depois disso tudo o que eu tinha eu ia lá com ele e recomendava pros outros também."

Depoimentos como este podem ser encontrados aos montes na cidade. O falecimento de Sacaca em 1999 foi motivo de luto para toda a população. Todos os moradores o conheciam ou já ouviram falar dele. Seu nome se encontra registrado no "Museu Sacaca" e este acúmulo de experiências não se perdeu. A lista de plantas que curam é enorme e foi usada não só por ele, mas por uma grande quantidade de mulheres de origem cabocla e indígena. Veja algumas:

Alfavaca – Banhos e combate o resfriado.
Alho – Pressão alta, resfriado, gazes.
Amor crescido – Tratamento de fígado e queda de cabelo.
Anador – Qualquer tipo de dor.
Andiroba – Massagens em lesões, combate inflamações e males na garganta.
Arruda – Dor de cabeça e mal olhado.
Babatemão – Estômago e inflamação uterina.
Boldo – Derrame, fígado e estomago.
Cana-ficha – Rins e infecção urinária.
Capim marinho – Calmante e pressão alta.
Catuaba – Reumatismo.
Cheiro da mulata – Derrame e infarto no miocárdio.
Comida-de-jaboti – Pressão alta.
Erva doce – Fígado.
Erva sidreira – Pressão alta e calmante.
Hortelã – Gripe, dor de cabeça e mal estar.
Hortelãzinho – Cólica infantil.
Manjericão – Banhos e combate o resfriado.
Parirí – Anemia.
Pata-de-vaca – Diabetes.
Pião branco – Combate a asma e sicatriza.
Pirarucu – Desinflamatório e vesícula.
Pracaxí – Desinflamatório.
Quebra-pedra – Pedra nos rins.
Sacaca – Anticoncepcional, é diurético e combate a diabetes.
Sucuúba – Inflamação uterina e gastrite.
Trevo roxo – Dor de ouvido.

Existem casos em que a mesma planta é usada para combater doenças de forma variada e algumas tem mais uso medicinal do que consta na lista. Hoje, diversos governos e ONG’s começam a apoiar este levantamento e incentivar a construção de postos de atendimento a população e agentes de saúde qualificados na etnobotânica e etnomedicina. No Amapá, o projeto Farmácia da Terra do IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) nos dá um bom exemplo de interatividade entre o saber popular e o conhecimento científico. São feito trabalhos de levantamento destes dados nas comunidades tradicionais para que os fins em que cada planta é usada sejam comprovados cientificamente. Tudo feito no Centro de Plantas Medicinais do Instituto. Por exemplo, a planta Pata-de-vaca é usada no combate a diabetes por muitas comunidades. O que o IEPA faz é verificar se tal planta contém princípios ativos que realmente combatem a doença. Esse método vem dando certo e hoje são mais de 70 produtos.

O resultado é uma série de fototerápicos em forma de xaropes, pílulas, ungüentos e chás que combatem uma grande diversidade de doenças. Estes remédios são vendidos na farmácia do IEPA a preços simbólicos. Algo em torno de R$ 2,00. Existem também diversos fito cosméticos como o Shampoo de Babosa e o Sabonete de Andiroba. Tudo feito à base de insumos naturais e com pouquíssimas contra-indicações.

Esta é uma prova da eficácia do conhecimento das culturas tradicionais. Figuras como o Sacaca devem ser reconhecidas não apenas como agentes propulsores deste conhecimento, mas também como legítimos e importante colaboradores da saúde, pois os mesmos são uma ótima alternativa aos remédio alopáticos e suas contra-indicações.

Origem e Evolução das Plantas

Os primeiros seres vivos da Terra surgiram no oceano. Com o passar do tempo, apareceram espécies animais que se adaptaram à vida em outros meios, como a terra e o ar. As plantas seguiram um caminho semelhante. As primeiras formas de vida vegetal, as algas, também vieram da água. Depois destas surgiram vegetais como os musgos - aqueles tapetes verdes que se formam no cimento, na pedra ou na parede depois de um período de chuvas. Apesar de viverem em ambiente terrestre, os musgos precisam de locais úmidos e com pouco sol.
O passo seguinte da evolução foi o surgimento de plantas que possuíam elementos para o transporte de água ( pequenos canais), como as samambaias. Estas plantas possuem três partes fundamentais: a raiz (que fixa a planta na terra e absorve a água e os sais minerais), o caule (que possui vasos para conduzir a água e os nutrientes até as folhas), e a parte que faz a fotossíntese, formada pelas folhas.
Com o passar do tempo, vieram plantas maiores, com flores efrutos.
Foram necessários milhões de anos para as plantas conquistarem ambientes terrestres e tornarem-se maiores mais complexas. Os cientistas concluíram que a evolução aconteceu desse modo depois de estudarem os fósseis desses vegetais, ou seja, os vestígios deixados pelas plantas em diferentes épocas.
As plantas são extremamente importantes para a manutenção da vida na Terra. Dependemos delas, que formam a base da cadeia alimentar dos seres vivos. Além disso, muitas plantas liberam oxigênio no ambiente a partir da energia do Sol - processo chamado fotossíntese. Sem oxigênio, a grande maioria dos organismos simplesmente não existiria. Parece incrível, mas somente as algas marinhas são responsáveis pela fabricação de um terço de toda a matéria orgânica produzida no planeta e respondem por 90 por cento de toda a fotossíntese!
Com o tempo, o homem aprendeu a utilizar as plantas em seu benefício. Os vegetais têm diversas aplicações no dia a dia. A medicina, por exemplo, faz uso de plantas para extrair substâncias e produzir medicamentos. Antiinflamatórios, analgésicos, digestivos, calmantes são feitos a partir de essências, extratos e outros componentes desses vegetais.
  O setor de cosméticos usa essas mesmas substâncias em diversos produtos, como perfumes e xampus.
Borracha, carvão e madeira para construções também são extraídos das plantas.

Plantas exóticas


Se você faz a linha mais exótica e prefere ficar longe das flores tradicionais, terá dezenas de plantas para descobrir, de carnívoras a comigo-ninguém-pode.
Se quiser dar um colorido à sua casa, uma das melhores opções é o hibisco, que pode ser encontrado em vários tons. A extravagância dessa flor é que sua forma anã (geralmente o hibisco vira uma árvore) foi trazida da Holanda, onde foi geneticamente modificada, e é novidade no Brasil.
Mas se você preferir uma planta resistente, opte pelo comigo-ninguém-pode, que nem precisa de muita luz para sobreviver. Só tome o cuidado de deixar crianças e animais bem longe do vaso. Isso porque se ela for espremida pode eliminar um líquido venenoso, que faz mal à saúde.